Fernweh.


DE| Seit genau zwei Wochen bin ich zurück und ich habe schon wieder Fernweh. Irgendwie will ich wieder zurück. Ich weiß nicht mal so recht, ob es unbedingt meine ursprüngliche Heimat sein muss, aber ich will einfach wieder weg. Ab an den Strand und die Sonne, an Orte, wo man Lebensqualität noch ganz anders definiert und auslebt.

Wie die meisten schon wissen, bin ich Portugiesin. Ich verbringe mindestens eineinhalb Monate pro Jahr in meinem zweiten Zuhause. Und ich beobachte die Menschen dort. Es ist einfach eine andere Art des Lebens. Ich sehe, wie Arbeiter ihre Mittagspause beim Sonnenbaden am Strand verbringen, oder wie viele Pärchen nach dem Abendessen spazieren aka walken gehen. Ich sehe, wie die Cafés bei gutem Wetter auch abends gefüllt sind und wie sich Familien für ein gemeinsames Essen auch unter der (Arbeits-)Woche treffen.

Dinge, die ich hier nicht unbedingt sehe. Hier wirkt alles und jeder gestresst. Ich weiß nicht, ob es meine Sicht der Dinge ist oder ob es daran liegt, dass ich nach dem Urlaub immer meine (in meinem Fall) Portugal-Brille auf habe, aber irgendwie fehlt mir hier was.

Mich zieht es irgendwie weg. Für eine gewisse Zeit oder vielleicht brauch ich einfach einen anderen Rückzugsort oder sollte vielleicht auch mal öfter im Jahr wegfliegen. Ich weiß es nicht, so ganz kann ich Hamburg auch nicht den Rücken kehren, dafür hält mich hier zu viel. Aber es wird Zeit mehr zu sehen und mein Fernweh zu stillen.


PT| Sede por viagem. Já há duas semanas que estou de volta à Alemanha. Mas quero voltar. Nem sei se tem que ser precisamente Portugal, mas quero sair daqui, quero viajar, quero ver o mundo. Quero voltar à praia e ao sol, quero voltar a lugares onde a qualidade de vida é outra.

Quase todos sabem que sou portuguesa. Pelo menos um mês e meio passo tempo na minha terrinha. Passo tempo a observar pessoas. Vejo trabalhadores que passam a hora do almoço na praia a apanhar sol, vejo pares e amigos que fazem a caminhada depois do jantar. Vejo os cafés também de noite cheios e vejo como famílias se encontram para um jantar, também durante a semana.

Coisas simples que eu aqui não vejo. Aqui tudo e todos parecem estressados. Eu não sei se é só a minha maneira de ver as coisas ou se é mesmo assim. Também pode ser que estas eternas saudades me deixam ter outro ângulo de ver as coisas. Não sei, somente sei que me falta algo.

Se calhar devia viajar mais, passar mais tempo em lugares que me „dão“ mais. Sair de vez e virar as costas a Hamburgo também será difícil, é a cidade que me deu aquilo que tenho e que me fez a pessoa que sou. Mas para um determinado tempo não me ia custar dizer adeus. Sei que terei sempre um lugar aqui. Por enquanto a minha vida também se passa aqui e não posso sair. Mas prometo a mim própria que vou começar a ver mais do mundo e viajar. É preciso matar a sede por viagem.


jenny

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Photocredit: Michail Kichutkin

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